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日志


12月31日

Não vou falar só de dores, falarei também de flores...

Eu e 2008, e muitas histórias...
Amigos que partiram deixando saudades e dor...
Amigos que lutaram com o que parecía impossível e venceram!
Chorei e sorri com muita gente...
A minha vida teve muitas lutas também...
Algumas não venci ainda...
Outras venço dia-a-dia...
Conheci pessoas que me deram grandes lições...
Muitas que somaram muita coisa...
Outras que me disseram que somei...
Prá cada dor me lembro de uma "flor"...
Chego a conclusão que ouve empate esse ano...
Conheci pessoas que pareciam demônios e eram anjos...
Outras pareciam anjos e eram das trevas...
Aprendi a prestar mais atenção antes de julgar o que fosse...
De alguma forma vivi e muito, e foi bom...
E o que falar desse espaço?
Conheci pessoas incríveis, bajuladores, e briguentos...
Esse último sei não, acho que foi afinidade, rsrsrsrs.
Embora perceba melhoras na minha pessoa...
Tá bom, se provocar já não sei, melhoras... não cura...
Afinal na porta dos quarenta e um fica difícil mudar muita coisa...
Para falar a verdade nem quero, gosto de ser real sem muito verniz...
Então entre adições e deletações, vamos em frente...
2009 está aí, e dessa vez vou sem medo...
Porque me sinto pronta para ser muito feliz...
Tá bom, ter momentos muito felizes afinal estou viva...
E aqui temos de viver "entre flores e espinhos"...
E a arte está em aprender acima de tudo sorrir...
Está aí algo que a muito já aprendi!!!
Um beijo com muito afeto a todos...
 
Arlete Bernardo
 
12月26日

Quando...



Quando eu estiver contigo no fim do dia,
poderás ver as minhas cicatrizes,
e então saberás que eu me feri
e também me curei.

(Tagore)
12月13日

Não sei...


Não sei se era primavera,verão, outono, inverno...
Só soube e só me lembro que foi uma data muito especial...
O dia que entendi que sonhar é mais que preciso...
Mais que viver o que é possível é imprescindível...
Posso até viajar e devo, nas asas dos sonhos...
Mais tenho de deixar sempre a porta aberta para os amores...
Aquele que a vida oferece e abençoa, aquele que nos faz sorrir sempre...
Ele não tem o glamour dos grandes amores, nem sempre faz você pulsar...
Mais faz a sua auto-estima sempre presente...
É mais amigo que amante, mais companheiro que...
Ele faz parte dos amores possíveis, te faz sentir amada...
E isso é muito bom em nossos dias, te dá chão...
É ótimo, leve, sem ciúmes e sábio... No meu caso necessário...
Pode ser que o tempo passe eu mude o que penso...
Porém vivi, não fiquei a merce dos sonhos...
Fui feliz da forma que foi possível, soube ter momentos...
Sorri, fui muito amada, e ao meu jeito amei e amo...
Amei o amor que a vida me ofertou...
Ainda que tenha sonhado com os amores impossíveis!
Direito meu, direito seu, mais a realidade bate a parte...
E eu abri e fiz a corte, não desperdicei o meu direito...
O direito de ter momentos muito felizes!
 
Arlete Bernardo 
 
12月5日

Devaneios do Amor...

Eu te amo, não porque és perfeito...
Na verdade porque sou imperfeita e temos isso em comum...
Porque pouco importa o que faça, ele é incondicional...
Sim, porque senão não podería ser chamado de amor...
No entanto nosso caminho não é o mesmo...
Não temos muito ou nada em comum, a vida nos separa...
Nossos sonhos não se cruzam, a vida muito menos...
Mais mesmo assim eu te amo sempre...
Algo meio mágico que só acontece nas noites de sonhos encantados...
E nesse momento eu vivo esse amor de forma quase real...
Ao acordar agradeço a Deus pelo sonho ser possível...
Que na noite a vida me torne de alguma forma plena...
Ao amanhecer sigo com os amores possíveis e até felizes...
Aquele que a vida proporciona, abençoa e provoca sorrisos...
Na verdade o único que vale a pena ser vivido na luz...
Aquele que a vida não separa une, que nos torna melhor do que somos.
E quanto ao meu amor por você? Não duvide ele existe sim!
Ah, mais já disse... É reservado para as noites encantadas!
 
Arlete Bernardo

Do que eu sei?


Tem um quê de não sei quem
que está além do aquém
do versar que não se fez...

Há um outro versejar
que está além do aqui
mas perdeu-se no encanto...

Tem um verso ainda solto
que por faltar melhor espaço
se perdeu de seu lugar...

Há deverasmente um quê
que ainda indefinido
não foi dito nem pensado...

E assim no absurdo
Meu falar tornou-se mudo
e o versar partiu quebrado.

*Marçal Filho.