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2月24日 Mais uma histórinha...Não se sabe ao certo o ano dessa história...
Se encontraram por acaso talvez na sexta...
Ou sería sabado de carnaval? Ninguém sabe ao certo...
Se divertiram muito, riram do nada, se amaram...
Foram parceiros todas as noites seguintes...
Mais a quarta-feira de cinzas chegou...
A máscara foi retirada, o sonho acabou...
O riso sumiu, a vida seguiu o que o destino traçou...
Os foliões se envergonham em lembrar...
Sim, ser puro de sentimentos e preconceitos não é fácil...
E talvez por isso os amores não sobrevivam á quarta-feira...
Aonde a luz mostra quem somos ou se tornamos...
Pessoas que muitas vezes necessitam de máscaras...
E sem elas nada acontece, nada pode...
Não tem importancia, ano que vem tem mais!
E quem sabe a história muda!
Arlete Bernardo Se por acaso...Se
se por acaso a gente se cruzasse ia ser um caso sério você ia rir até amanhecer eu ia ir até acontecer de dia um improviso de noite uma farra a gente ia viver com garra eu ia tirar de ouvido todos os sentidos ia ser tão divertido tocar um solo em dueto ia ser um riso ia ser um gozo ia ser todo dia a mesma folia até deixar de ser poesia e virar tédio e nem o meu melhor vestido era remédio daí vá ficando por aí eu vou ficando por aqui evitando desviando sempre pensando se por acaso a gente se cruzasse... Alice Ruiz Melhor não se cruzar mesmo,
senão o encanto acaba...
O tédio aparece e varre tudo que é bom...
E a esperança que tenho adormece...
Sim porque morrer eu não deixo...
Arlete Bernardo 2月15日 Sob a luz que me guia...Sob a luz que me guia ![]() encontrando meu caminho... A cada passo espalho vestígios de esperança para Que não se percam os que me seguem. Um sentimento renovado, certeza do porvir abençoado. Solto meu riso sem medo de ser feliz... Acredito na força do meu coração e na fé de quem Estende-me docemente a mão. Sob a luz que me guia, absorvo cada cura... Cada energia que transforma, restaura meu ser. Desarmada do egoísmo de permanecer na solidão, Abro meu mundo, escancaro meu jeito de viver... Abraço com fervor meus temores, afasto invejas, destruo O pessimismo e renasço... Iluminada, preparada... Desejando-me boa sorte... Sob a luz que me guia. (Cida Luz) Essas minhas memórias!![]() Quem sou? Uma mulher vítima de suas memórias... Ou amparada pelas mesmas, afinal ela sou eu... Ás vezes ouço gritos loucos e empolgantes do passado... Me mostrando que quanto menos sabemos mais arriscamos... Que mesmo machucados seguimos sorrindo... E mais ainda que tudo valeu a pena em seu tempo... Porém através delas percebo o aprendizado... Aprendi que nessa vida é melhor ser muito amada que amar... Que ás vezes um abraço é tudo ... Que um amor terno e delicado é melhor que paixões! Sim ás vezes as mesmas(memórias) me traem... Me fazem sentir saudades de epócas que eu nada sabia... Que tudo vivia de corpo e alma... Das paixões efêmeras que muito me davam... Mais que depois muito me arrasavam sem prévio aviso... Á essas minhas memórias tão contraditórias e necessárias! Elas me tiram da inércia... Porém me dão freio também... Assim sigo a vida, com memórias boas e ruíns como todo mundo... E cada vez mais saíndo do papel de vítima, afinal muito vivi... Afinal de nada importante elas me deixam esquecer! Arlete Bernardo. 2月8日 Aonde será meu porto?Aventureiro
Não sei aonde esse barco vai me levando. Só sei que vou indo, às vezes partindo, às vezes chegando. Rumo a um porto escondido, ou a um peito perdido. Navego à deriva. Levo uma missiva ao cais da alegria. Devo encontrá-lo a qualquer hora, num cochilo da noite ou num descuido do dia. Enquanto isso, vou no balanço sem tempo certo, sem compromisso. Viajo inteira, sem horizonte e uma saudade como companheira. Quando ancorar, vou transcrever um poema: como viajar sem carta, sem bússola, sem saber ao certo onde é o lugar. Tenho a imensidão como tema. Flora Figueiredo
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